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A Borda

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A Borda

Eu não quis me vender
e agora vou pagar
mas eu nunca serei
o que voce queria

não sou mais um brinquedo
pra voce controlar
o jogo que voce joga
eu ensinei a jogar

e cada gesto seu
cada passo que voce da
Te deixa mais próximo da borda


eu não vou me perder
no labirinto que eu fiz
no deserto que voce fez de mim
só eu sei me achar

e o murro que eu sou
você ajudu a construir
e não há portas nem janelas
pra entrar ou pra sair

e cada gesto seu
cada passo que voce da
Te deixa mais próximo da borda

A Borda

No quise venderme
y ahora pagaré
pero nunca seré
lo que querías

no soy un juguete más
para que controles
el juego que juegas
yo te enseñé a jugar

y cada gesto tuyo
cada paso que das
Te acerca más al borde

no me perderé
en el laberinto que hice
en el desierto que hiciste de mí
solo yo sé encontrarme

y el muro que soy
tú ayudaste a construir
y no hay puertas ni ventanas
para entrar o salir

y cada gesto tuyo
cada paso que das
Te acerca más al borde

Escrita por: Douglas Fortunato