Vento Na Cara
Um valete de espada e um rei
Mais um blefe é arriscado eu sei
Mas eu pago pra ver
Pois nunca entro em um jogo pra perder
E sigo sempre em frente
Eu meto o pé e vou na fé até morrer
Vejo o rastro se olhar pra trás
Mais pra lá eu não volto mais
O meu caminho é torto
Mas meu destino é na estrada
E é onde eu me encontro
Meu motor não para
Só sobrevivo nesse inferno
Com vento na cara
Saindo da cidade a quase 110
E o motor roncando a quase 100 decibéis
O tempo eu nem percebo
E quando eu vejo eu já tô quase
Na fronteira de Minas Gerais
E é só assim que eu tenho paz
Até a dor ficar pra trás
Não há mais tédio
Esse é o meu remédio
Tudo que eu quero
É vento na cara
Viento en la Cara
Un sota de espadas y un rey
Otro farol es arriesgado, lo sé
Pero pago por ver
Porque nunca entro en un juego para perder
Y sigo siempre adelante
Piso el acelerador y voy con fe hasta morir
Veo la estela si miro hacia atrás
Pero allá no vuelvo más
Mi camino es sinuoso
Pero mi destino está en la carretera
Y es donde me encuentro
Mi motor no se detiene
Solo sobrevivo en este infierno
Con viento en la cara
Saliendo de la ciudad a casi 110
Y el motor rugiendo a casi 100 decibeles
Ni siquiera percibo el tiempo
Y cuando me doy cuenta, ya estoy casi
En la frontera de Minas Gerais
Y solo así tengo paz
Hasta que el dolor quede atrás
No hay más aburrimiento
Este es mi remedio
Todo lo que quiero
Es viento en la cara
Escrita por: Claudio Eduardo Novaes Pinto