Eu entro em casa e não acendo a luz
Com medo de encarar a sua ausência
A solidão é o manto que me conduz
Ao tribunal da minha própria consciência
Onde foi que eu errei?
Onde foi que eu perdi?
O brilho desse olhar que só brilhava aqui
Sinto o seu cheiro no lençol macio
E o travesseiro é um campo de batalha
O meu abraço agora mora no vazio
E o meu orgulho é uma cerca que falha
Eu sou um náufrago querendo terra firme
Mas seu adeus foi o meu pior crime
E agora eu sou um fantasma de aluguel
Morando em um quarto que já foi o céu
Bebendo o veneno do seu esquecimento
Grita meu nome, nem que seja pra brigar
Faz um inferno, mas me ensina a te esquecer
Eu tô morrendo de tanto te amar
E a minha vida parou em você
Diz pra esse tempo que ele não tem pressa
Pois cada segundo é um pedaço de mim
Eu não aceito o final dessa história
Eu não nasci pra viver esse fim
Eu te procuro em todos os espelhos
E só encontro os meus olhos vermelhos
Grita meu nome, nem que seja pra brigar
Faz um inferno, mas me ensina a te esquecer
Eu tô morrendo de tanto te amar
E a minha vida parou em você
Eu não nasci pra viver esse fim