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Duerme en paz (part. Gabriellê)

Fabricio Mascate

Durma Em Paz (part. Gabriellê)

Hábito de ser e perfazer, não vou mudar
Saio do meu Eu, no meu Arfeu, à protestar
Sinto num momento os sete ventos bravejar
Flores, todas as cores, dissabores vão brotar

Hábito de ser e perfazer, não vou mudar
Monta, se desmonta, faz a conta sem contar
Ardo, me desfaço, um deslize vou cobrar
Bem longe de ti, estou aqui pra te afagar

Dorme em paz, meu amor
À espera do fim
Dorme em paz, meu amor
À espera do fim

Calo no meu mundo, sobretudo ao luar
Venço o meu senso, um desalento vou guardar
Corra sem ter pressa, numa prece à sufocar
Salvo o meu receio, teu anseio em navegar

Dorme em paz, meu amor
À espera do fim
Dorme em paz, meu amor
À espera do fim

Peno por eu ser, por perecer no teu olhar
Parto em descompasso a vontade de ficar
Já chegou ao fim, amor, mas tudo vai passar
Ao amanhecer o meu calor não estará

Dorme em paz, meu amor
À espera do fim
Dorme em paz, meu amor
À espera do fim

Duerme en paz (part. Gabriellê)

Costumbre de ser y cumplir, no voy a cambiar
Salgo de mi Yo, en mi Arfeu, a protestar
Siento en un momento los siete vientos bramando
Flores, todos los colores, desdichas van a brotar

Costumbre de ser y cumplir, no voy a cambiar
Monta, se desmonta, hace la cuenta sin contar
Ardo, me deshago, un desliz voy a cobrar
Bien lejos de ti, estoy aquí para acariciarte

Duerme en paz, mi amor
A la espera del fin
Duerme en paz, mi amor
A la espera del fin

Callo en mi mundo, sobre todo al claro de luna
Vence mi sentido, un desaliento voy a guardar
Corre sin prisa, en una plegaria sofocante
Salvo mi temor, tu anhelo de navegar

Duerme en paz, mi amor
A la espera del fin
Duerme en paz, mi amor
A la espera del fin

Padezco por ser, por perecer en tu mirada
Parto en descompás la voluntad de quedarme
Ya llegó al fin, amor, pero todo pasará
Al amanecer mi calor no estará

Duerme en paz, mi amor
A la espera del fin
Duerme en paz, mi amor
A la espera del fin

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