Dragão de Lua Cheia
Será que o que nós temos é mentira
É mais do que andar na contramão
Terás no escuro algumas visões
Misturadas com miragens nas amplidões
Às vezes certo do que pode ser
E outras cheias de decepção
Circulando imagens reluzentes
Que queimam ao tocar a tua mão
E vem chegando perto
Por entre os desertos lá do meu sertão
É canto de sereia
Dragão de Lua Cheia,
No céu um clarão
Farpas e madeira, mato ribanceira
Caindo no chão
Nem feio nem bonito,
Chuva de granizo,
Ronco de trovão.
Dragón de Luna Llena
Será que lo que tenemos es mentira
Es más que ir en sentido contrario
Tendrás en la oscuridad algunas visiones
Mezcladas con espejismos en las amplitudes
A veces seguro de lo que puede ser
Y otras llenas de decepción
Circulando imágenes relucientes
Que queman al tocar tu mano
Y se acerca
Por entre los desiertos allá en mi región
Es canto de sirena
Dragón de Luna Llena
En el cielo un resplandor
Púas y madera, maleza en la ribera
Cayendo al suelo
Ni feo ni bonito,
Lluvia de granizo,
Rugido de trueno.
Escrita por: Fabricio Ramos