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La Noche Sin Fin

Fábrika-Fênix

A Noite Sem Fim

Não há mais lamento
Nem pranto aos mortos
Somente o silêncio à me acompanhar
Todos já morreram, os bons e os maus
Não há mais ninguém pelas ruas, não há
E agora sou eu
Que vaga a esmo
Pelas ruínas da minha cidade
Onde ficava minha rua?
Onde ficava minha casa?
Aonde estão os meus amigos?
Aonde está você?
Pelas ruínas eu ando
Catando pedaços de histórias perdidas
Na noite sem fim
E em meio as pedras, pedaços de corpos
Pedaços de vidas, pedaços de mim
Corpos serviram de arma
E as almas entregues ao mundo das trevas
Pecados letais
Sinais de demência
Corações doentes
Entregues ao ódio
Negaram a paz
E agora sou eu
Uma alma no mundo
Um ser sem razão
confuso e perdido
Onde ficava minha rua?
Onde ficava minha casa?
Aonde estão os meus amigos?
Aonde está você?
Quantos acordos firmados
Em terras distantes`
À custa de sangue de entes tão meus
E os ecos das vozes não foram ouvidos
Mas isso eu entendo, reinava o mal
E desse veneno tão cego eu provei
Agora eu contempo essa noite assim
Sem céu, sem estrelas, nada lembra a vida
Tudo aqui é morte, essa noite sem fim
A noite sem fim
A noite sem fim
A noite sem fim

La Noche Sin Fin

No hay más lamento
Ni llanto a los muertos
Solo el silencio que me acompaña
Todos han muerto, los buenos y los malos
No hay nadie más en las calles, no hay
Y ahora soy yo
Que vaga sin rumbo
Por las ruinas de mi ciudad
¿Dónde estaba mi calle?
¿Dónde estaba mi casa?
¿Dónde están mis amigos?
¿Dónde estás tú?
Por las ruinas camino
Recogiendo pedazos de historias perdidas
En la noche sin fin
Y entre las piedras, pedazos de cuerpos
Pedazos de vidas, pedazos de mí
Cuerpos usados como armas
Y las almas entregadas al mundo de las sombras
Pecados mortales
Señales de demencia
Corazones enfermos
Entregados al odio
Negaron la paz
Y ahora soy yo
Un alma en el mundo
Un ser sin razón
confundido y perdido
¿Dónde estaba mi calle?
¿Dónde estaba mi casa?
¿Dónde están mis amigos?
¿Dónde estás tú?
Cuántos acuerdos firmados
En tierras lejanas
A costa de la sangre de seres tan míos
Y los ecos de las voces no fueron escuchados
Pero entiendo, reinaba el mal
Y de ese veneno tan ciego probé
Ahora contemplo esta noche así
Sin cielo, sin estrellas, nada recuerda la vida
Todo aquí es muerte, esta noche sin fin
La noche sin fin
La noche sin fin
La noche sin fin

Escrita por: Carlos Sagan