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Vagabundo

Fagner

Sem Teto

Tu tens o gosto amargo da cerveja
E a água benta das igrejas
Na saliva que me passas
Quando me beijas
Quando me abraças
Parece que meu coração troveja
Tu tens o óleo diesel das carretas
Das pick-ups, motonetas
Passeando em tuas veias

Robô cheia de amor
Cheia de vida
Minha máquina querida
Locomotiva meu bem

Meu trem correndo os trilhos do teu corpo
Ferrovia do desejo, maresia do meu porto
Eu sou o teu nublado aeroporto
Sobrevoas minha pista
E sabes que eu não tenho teto

Sou teu navegador
Teu co-piloto
Teu marmanjo
Teu garoto
Anjo torto em tuas nuvens

Tu vens na ventania
Abrir meu tempo
Ensolarado eu me apresento
Quando ele não vem
Vem que eu te complemento

Vagabundo

Tienes el sabor amargo de la cerveza
Y el agua bendita de las iglesias
En la saliva me pasas
Cuando me besas
Cuando me abráis
Se siente como mi corazón tronó
Conseguiste el gasóleo de los remolques
De pick-ups, scooters
Caminando por tus venas

Robot lleno de amor
Lleno de vida
Mi querida máquina
Locomotora, nena

Mi tren corriendo las huellas de tu cuerpo
Ferrocarril del deseo, aire de mar de mi puerto
Soy tu aeropuerto nublado
Vuela sobre mi carril
Y sabes que no tengo techo

Soy tu navegante
Su copiloto
Tu hombrecito
Tu hijo
ángel retorcido en tus nubes

Vienes en el viento
Abre mi hora
Sunny me presento a mí mismo
Cuando él no viene
Ven y te complementaré

Escrita por: Sergio Castro / Sergio Natureza