Ave Noturna
Nenhuma ave noturna
Tão triste não pode ser
Eu sou igual ao deserto
Onde ninguém quer viver
Eu sou a pedra de ponta
Areia quente nos dedos
Eu sou chocalho de cobra
Incêndio no arvoredo
Eu sou vereda de espinhos
Seca flor no Juazeiro
Fogueira do meio dia
Eu sou o tiro certeiro
Nenhuma ave deserta
Noturna não pode ser
Eu sou igual ou tão triste
Onde ninguém quer viver
Ave Nocturna
Ninguna ave nocturna
Tan triste puede ser
Soy igual al desierto
Donde nadie quiere vivir
Soy la piedra afilada
Arena caliente en los dedos
Soy sonajero de serpiente
Incendio en el arbolado
Soy vereda de espinas
Flor seca en el Juazeiro
Fogata del mediodía
Soy el disparo certero
Ninguna ave desierta
Nocturna puede ser
Soy igual o tan triste
Donde nadie quiere vivir
Escrita por: Cacá Diegues / Raimundo Fagner