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Fruto Caído no Chão

Falciforme

Fruto Caído no Chão

Não me culpe do que houve com você
Pois não fui eu que te pedi para nascer
Nem era vivo quando veio a enlouquecer
E sua ira não tem nem razão de ser

Os seus erros não são culpa de ninguém
Do seu dinheiro eu não quero um vintém
Suas luxúrias um dia vão se acabar
E do que fez eu nunca vou te perdoar

Sua rosa vai murchar
O seu viço acabar
Nada mais você vai ter
Nem mais as noites de prazer
Sem ninguém pra conversar
Sem um ombro pra chorar
O que vai ser de você?
Será que vai se arrepender?

Em outros braços tenho todo o carinho
Com liberdade e sem ninguém a reprimir
Tem sua vida toda pra se exibir
Mas não se ponha outra vez no meu caminho

Toda voz um dia há de se calar
Vive dizendo o que eu não quero escutar
Se não me quis por que vive a me perseguir?
Toma seu rumo e vai morar longe daqui

Sua rosa vai murchar
O seu viço acabar
Nada mais você vai ter
Nem mais as noites de prazer
Sem ninguém pra conversar
Sem um ombro pra chorar
O que vai ser de você?
Será que vai se arrepender?

Fruto Caído no Chão

No me culpes por lo que te pasó
Porque no fui yo quien te pidió nacer
Ni siquiera estaba vivo cuando enloqueciste
Y tu ira no tiene razón de ser

Tus errores no son culpa de nadie
De tu dinero no quiero ni un centavo
Tus lujurias algún día se acabarán
Y lo que hiciste nunca te perdonaré

Tu rosa se marchitará
Tu esplendor se acabará
Ya no tendrás nada más
Ni las noches de placer
Sin nadie con quien hablar
Sin un hombro en qué llorar
¿Qué será de ti?
¿Te arrepentirás?

En otros brazos tengo todo el cariño
Con libertad y sin nadie que reprima
Tienes toda una vida para lucirte
Pero no vuelvas a cruzarte en mi camino

Toda voz algún día callará
Siempre diciendo lo que no quiero escuchar
Si no me quisiste, ¿por qué sigues persiguiéndome?
Toma tu rumbo y vete lejos de aquí

Tu rosa se marchitará
Tu esplendor se acabará
Ya no tendrás nada más
Ni las noches de placer
Sin nadie con quien hablar
Sin un hombro en qué llorar
¿Qué será de ti?
¿Te arrepentirás?

Escrita por: Rodrigo De Mendonça Pereira