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Rastro do Diabo

Fan Animes Rock

Quando o medo aperta, meu rosto abre um sorriso
Parece provocação, mas é meu corpo em curto-circuito
Desde criança apontam: Olha os dentes do demônio
Só que eu cresci querendo entrar no fogo pelos outros

A fumaça daquela casa ainda invade a memória
Minha mãe entre as chamas, meu irmão fora da história
Disseram que eu causei tudo, encerraram o assunto
Hoje eu visto o oito e investigo cada ponto

As botas riscam brasas no concreto da cidade
Dois propulsores presos à minha vontade
Eu subo entre os prédios, viro o corpo, mudo o eixo
Um chute deixa a marca que chamaram de mau presságio

Quando o sino tocar, Iris faz sua oração
Eu entro onde ninguém consegue respirar
Podem temer meu rosto, questionar minha intenção
O que define um homem é quem ele volta pra buscar

Me chamam de demônio quando o fogo sai dos pés
Mas sou eu quem atravessa as labaredas outra vez
Meu sorriso assusta, minha escolha fica clara
Enquanto alguém pedir socorro, minha chama não se apaga

Eu vou romper a fumaça, encontrar quem se perdeu
Mesmo que Adolla tente decidir quem sou eu
Entre o medo e o resgate, entre a culpa e a verdade
Ser herói é voltar trazendo alguém pra cidade

Na Oitava Companhia aprendi a olhar de perto
Nem todo uniforme representa o lado certo
Haijima fez cobaias, o Evangelista move peças
E os Pilares carregam algo que ninguém confessa

Arthur ergue a Excalibur e transforma tudo em duelo
Maki dobra as chamas, Hinawa mantém o tiro reto
Obi entra sem poder, só coragem e equipamento
Foi ali que eu entendi o peso de um juramento

Sho corta o intervalo entre o agora e o seguinte
Meu sangue reconheceu quem estava à minha frente
Quando o elo de Adolla atravessou nossa distância
Eu não vi um inimigo, vi meu irmão sem infância

A marca nos meus pés não veio pra condenar
Ela aponta a direção que tentaram esconder
Eu não quero ser estátua, lenda ou nome popular
Quero chegar a tempo de impedir alguém de perder

Me chamam de demônio quando o fogo sai dos pés
Mas sou eu quem atravessa as labaredas outra vez
Meu sorriso assusta, minha escolha fica clara
Enquanto alguém pedir socorro, minha chama não se apaga

Eu vou romper a fumaça, encontrar quem se perdeu
Mesmo que Adolla tente decidir quem sou eu
Entre o medo e o resgate, entre a culpa e a verdade
Ser herói é voltar trazendo alguém pra cidade

Rapid, o ar estala quando eu ganho velocidade
Corna, o chute desenha um presságio na parede
Se minha mãe ainda existe presa naquela forma
Eu atravesso o Cataclismo e arranco a resposta

Não preciso esconder os dentes que tanto julgaram
Foram eles que sorriram quando todos recuaram
Latom para os que partiram, respeito até o final
Minha chama serve aos vivos, não ao plano celestial

Podem me chamar de demônio ao ver o fogo nos meus pés
Eu conheço a minha causa, sei por quem me manter de pé
O sorriso que condenam vai surgir na hora exata
Quando eu entrar no incêndio e devolver alguém pra casa

Adolla abre suas portas, o Evangelista espera
Meu irmão, minha mãe, a verdade dessa era
Não existe salvador olhando tudo da margem
Eu escolhi ser o homem que atravessa a passagem