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Ajenjo

Fátima Guedes

Absinto

Eu bebo essas águas passadas
Como um vinho
Que não há de voltar do seu caminho
Pra acabar com essa sede que ainda sinto

Um absinto
De mágoa, de insônia e de saudade
Como se enlouquecendo esta metade
Voltasse a metade que foi contigo

Eu bebo
Quando fico assim desesperada
Quem me dera ficar apaixonada
Pra encontrar o outro lado do moinho

Eu me embriago
Porque meu futuro é muito vago
Eu sinto a tua falta do meu lado
Eu bebo a tua ausência de carinho

Águas passadas
Que vinho amargo
Que gosto tão ruim

Eu tenho sede
Eu tenho medo
Do que será de mim

Ajenjo

Bebo estas aguas bajo el puente
Como un vino
Que no volverás de tu camino
Para acabar con esta sed todavía siento

Una absenta
De tristeza, de insomnio y de anhelo
Como si enloqueceras esta mitad
Vuelve a la mitad que estaba contigo

Yo bebo
Cuando me pongo tan desesperada
Ojalá pudiera estar enamorado
Para encontrar el otro lado del molino

Me emborracho
Porque mi futuro es demasiado vago
Te extraño de mi lado
Bebo tu ausencia de afecto

Agua bajo el puente
Qué vino amargo
Eso sabe tan mal

Tengo sed
Tengo miedo
De lo que será de mí

Escrita por: Fátima Guedes