Corona
Eu queria me arrepender,
De tudo aquilo que eu fiz pra você.
Eu não posso mais julgar,
Perdi a conta de quantos peitos eu já rasguei.
Mentira se eu disser que eu já não me importo mais,
Mentira se eu disser que eu deixei tudo pra trás,
Por não ter vocabulário pra explicar.
São versos e mais versos sem poder nem enxergar,
Verdades que tão cruas, jorram sangue pelo alto e eu,
Confesso, eu não vivo mais em paz.
Fingir ser quem não é.
Sorrir só pra confortar.
Em meio à luz acesa, traço planos de escapar.
O ronco da cadeira já me faz desconcentrar,
Um livro é o que eu preciso pra ter mais.
Eu chego em casa cedo sem ninguém pra um ‘olá!’.
A noite não foi boa e outra vez vou me afogar,
Um copo de bebida despojar.
Eu não sei por que ainda tento mostrar ser forte pra todo aquele que me faz mal.
Eu sou indivíduo provisório. Eu não sou dono de nada aqui.
Sou adeus.
Fingir ser quem não é.
Sorrir só pra confortar.
Corona
Quería arrepentirme,
De todo lo que hice por ti.
Ya no puedo juzgar más,
Perdí la cuenta de cuántos corazones rompí.
Mentiría si dijera que ya no me importa,
Mentiría si dijera que dejé todo atrás,
Por no tener palabras para explicar.
Son versos y más versos sin poder ver,
Verdades tan crudas, sangre brota por doquier y yo,
Confieso, ya no vivo en paz.
Fingir ser quien no soy.
Sonreír solo para reconfortar.
En medio de la luz encendida, trazo planes para escapar.
El ruido de la silla me desconcentra,
Un libro es lo que necesito para tener más.
Llego temprano a casa sin nadie para un 'hola'.
La noche no fue buena y otra vez me ahogaré,
Un vaso de bebida vaciaré.
No sé por qué aún intento mostrar que soy fuerte ante aquellos que me hacen daño.
Soy un individuo temporal. No soy dueño de nada aquí.
Soy adiós.
Fingir ser quien no soy.
Sonreír solo para reconfortar.
Escrita por: Ivan Jr / Pablo Dalmaso / Thiago Marujo