Iscariotes
Plantei a semente da discórdia
Não foi bom pra ninguém
Eu vi acontecer, explodiu na minha mão
Não tive tempo de correr
Eu sei que acreditava
Que a vida era uma piada
Mas não diga que eu não te avisei
Esconda suas tralhas
E fuja pras muralhas
Minha casa não dura um mês
Não me faça teu abrigo
Vá embora, que eu sou limbo
Desfaleça minha esperança
De rezar mais uma vez
Não me faça teu abrigo
Vá embora, que eu sou limbo
Desfaleça minha esperança
De rezar mais uma vez
Contei pra Deus e o mundo
Onde estavam meus amigos
Ganhei umas moedas, surtei
Dois dias caminhando
O remorso atormentando
Perdi minhas botas, chorei
Com a corda no pescoço
A dor que me tomava
Pra encontrar a paz, me joguei
Esconda suas tralhas
E fuja pras muralhas
Minha casa não dura um mês
Não me faça teu abrigo
Vá embora, que eu sou limbo
Desfaleça minha esperança
De rezar mais uma vez
Não me faça teu abrigo
Vá embora, que eu sou limbo
Desfaleça minha esperança
De rezar mais uma vez
Iscariotes
Planté la semilla de la discordia
No fue bueno para nadie
Vi cómo sucedía, explotó en mis manos
No tuve tiempo de huir
Sé que creía
Que la vida era un chiste
Pero no digas que no te advertí
Esconde tus cosas
Y corre hacia las murallas
Mi casa no dura un mes
No me conviertas en tu refugio
Vete, que yo soy un abismo
Desvanece mi esperanza
De rezar una vez más
No me conviertas en tu refugio
Vete, que yo soy un abismo
Desvanece mi esperanza
De rezar una vez más
Le conté a Dios y al mundo
Dónde estaban mis amigos
Gané unas monedas, enloquecí
Dos días caminando
El remordimiento atormentando
Perdí mis botas, lloré
Con la soga al cuello
El dolor que me invadía
Para encontrar la paz, me lancé
Esconde tus cosas
Y corre hacia las murallas
Mi casa no dura un mes
No me conviertas en tu refugio
Vete, que yo soy un abismo
Desvanece mi esperanza
De rezar una vez más
No me conviertas en tu refugio
Vete, que yo soy un abismo
Desvanece mi esperanza
De rezar una vez más
Escrita por: Felipe Aires