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Iscariotes

Felipe Aires

Iscariotes

Plantei a semente da discórdia
Não foi bom pra ninguém
Eu vi acontecer, explodiu na minha mão
Não tive tempo de correr

Eu sei que acreditava
Que a vida era uma piada
Mas não diga que eu não te avisei

Esconda suas tralhas
E fuja pras muralhas
Minha casa não dura um mês

Não me faça teu abrigo
Vá embora, que eu sou limbo
Desfaleça minha esperança
De rezar mais uma vez

Não me faça teu abrigo
Vá embora, que eu sou limbo
Desfaleça minha esperança
De rezar mais uma vez

Contei pra Deus e o mundo
Onde estavam meus amigos
Ganhei umas moedas, surtei

Dois dias caminhando
O remorso atormentando
Perdi minhas botas, chorei

Com a corda no pescoço
A dor que me tomava
Pra encontrar a paz, me joguei

Esconda suas tralhas
E fuja pras muralhas
Minha casa não dura um mês

Não me faça teu abrigo
Vá embora, que eu sou limbo
Desfaleça minha esperança
De rezar mais uma vez

Não me faça teu abrigo
Vá embora, que eu sou limbo
Desfaleça minha esperança
De rezar mais uma vez

Iscariotes

Planté la semilla de la discordia
No fue bueno para nadie
Vi cómo sucedía, explotó en mis manos
No tuve tiempo de huir

Sé que creía
Que la vida era un chiste
Pero no digas que no te advertí

Esconde tus cosas
Y corre hacia las murallas
Mi casa no dura un mes

No me conviertas en tu refugio
Vete, que yo soy un abismo
Desvanece mi esperanza
De rezar una vez más

No me conviertas en tu refugio
Vete, que yo soy un abismo
Desvanece mi esperanza
De rezar una vez más

Le conté a Dios y al mundo
Dónde estaban mis amigos
Gané unas monedas, enloquecí

Dos días caminando
El remordimiento atormentando
Perdí mis botas, lloré

Con la soga al cuello
El dolor que me invadía
Para encontrar la paz, me lancé

Esconde tus cosas
Y corre hacia las murallas
Mi casa no dura un mes

No me conviertas en tu refugio
Vete, que yo soy un abismo
Desvanece mi esperanza
De rezar una vez más

No me conviertas en tu refugio
Vete, que yo soy un abismo
Desvanece mi esperanza
De rezar una vez más

Escrita por: Felipe Aires