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Pau D'Água

Felipe e Falcão

Pau D'Água

Tô de boteco em boteco
A ponto de ter um treco
Se o copo está cheio
Num segundo, eu já seco
Me lambuzo, me meleco
Tomo todas e não breco
E dá-lhe, cachaça

Eu bebo por culpa sua
Toda noite, toda Lua
Com medo que a cirrose
Chega logo e carca a pua
A verdade é nua e crua
Eu tô dormindo na rua
No banco da praça

Eu estou bebendo todas
E o resto que se foda
Pra viver desse jeito
É penar eternamente

Tô vivendo nessa mágoa
Há tempo não bebo água
Só cerveja e aguardente
Só não bebo acetona
Se eu beber, ela detona
O esmalte dos meus dentes

Na falta do seu carinho
Bebo pinga, bebo vinho
Quando a paixão desaba
Bebo uísque, catuaba
Por você, minha menina
Quase bebi gasolina
De tristeza e de mágoa

Na falta do seu carinho
Bebo pinga, bebo vinho
Quando a paixão desaba
Bebo uísque, catuaba
Por você minha menina
Quase bebi gasolina
Meu apelido é pau d'água

Pau D'Água

De bar en bar estoy
A punto de desmayar
Si el vaso está lleno
En un segundo, ya lo vacío
Me embadurno, me ensucio
Tomo todo y no paro
Y ahí voy, cachaça

Bebo por tu culpa
Todas las noches, toda luna
Con miedo de que la cirrosis
Llegue pronto y me mate
La verdad es cruda y desnuda
Estoy durmiendo en la calle
En el banco de la plaza

Estoy bebiendo todo
Y al resto que le den
Para vivir así
Es penar eternamente

Vivo en esta amargura
Hace tiempo que no bebo agua
Solo cerveza y aguardiente
Solo no bebo acetona
Si lo hago, arruina
El esmalte de mis dientes

Ante la falta de tu cariño
Bebo aguardiente, bebo vino
Cuando la pasión se desploma
Bebo whisky, catuaba
Por ti, mi niña
Casi bebo gasolina
De tristeza y amargura

Ante la falta de tu cariño
Bebo aguardiente, bebo vino
Cuando la pasión se desploma
Bebo whisky, catuaba
Por ti, mi niña
Casi bebo gasolina
Mi apodo es pau d'água

Escrita por: José Victor / Maringá / Teodoro