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Ritmo

Felipe Valente

Tempo

O anseio do mistério sem nome
Ter o eterno e sentir sua ausência
Lança-nos ao dissabor da falência
Paradoxo brutal que a fé consome
O que nos prende a tal absurda fome?
A distorção da natural essência do tempo vítima
Sem existência, serve ao desejo sem ter quem o dome
Mas a graça única do cordeiro que a altivez humana
Ao pó reduz, uniu-nos com tempo verdadeiro
Pois antes mesmo da formação da luz
À salvar do destino derradeiro
Fez-se o brado: Haja cruz! E houve cruz.

Ritmo

El anhelo del misterio sin nombre
Tener lo eterno y sentir su ausencia
Nos lanza al amargo sabor de la bancarrota
Brutal paradoja que la fe consume
¿Qué nos ata a tal absurda hambre?
La distorsión de la esencia natural del tiempo víctima
Sin existencia, sirve al deseo sin tener quien lo domine
Pero la gracia única del cordero que la altivez humana
Reduce al polvo, nos une con el tiempo verdadero
Pues antes incluso de la formación de la luz
Para salvarnos del destino final
Se escuchó el grito: ¡Que haya cruz! Y hubo cruz.

Escrita por: Marcelo Rezende