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Jardines de Babilonia

Fernanda Abreu

Jardins da Babilônia

Suspenderam os jardins da Babilônia
E eu pra não ficar por baixo
Resolvi botar as asas pra fora, porque
Quem não chora dali, não mama daqui, diz o ditado
Quem pode, pode, deixa os acomodados que se incomodem

Minha saúde não é de ferro, não
Mas meus nervos são de aço
Pra pedir silêncio eu berro, pra fazer barulho eu mesma faço, ou não

Mas pegar fogo nunca foi atração de circo
Mas de qualquer maneira
Pode ser um caloroso espetáculo, então
O palhaço ri dali, o povo chora daqui, e o show não para
E apesar dos pesares do mundo
Vou segurar essa barra

Minha saúde não é de ferro, não
Mas meus nervos são de aço
Pra pedir silêncio eu berro, pra fazer barulho eu mesma faço, ou não

Suspenderam os jardins da Babilônia
E eu pra não ficar por baixo
Resolvi botar as asas pra fora, porque
Quem não chora dali, não mama daqui, diz o ditado
Quem pode, pode, deixa os acomodados que se incomodem

Jardines de Babilonia

Colgaron los jardines de Babilonia
Y yo, para no quedarme atrás
Decidí sacar mis alas, porque
Quien no llora allá, no mama acá, dice el refrán
Quien puede, puede, que los acomodados se incomoden

Mi salud no es de hierro, no
Pero mis nervios son de acero
Para pedir silencio, grito; para hacer ruido, lo hago yo misma, ¿o no?

Pero prender fuego nunca fue atracción de circo
Pero de todas formas
Puede ser un espectáculo cálido, entonces
El payaso se ríe de allá, la gente llora de acá, y el show no se detiene
Y a pesar de las dificultades del mundo
Voy a aguantar esta carga

Mi salud no es de hierro, no
Pero mis nervios son de acero
Para pedir silencio, grito; para hacer ruido, lo hago yo misma, ¿o no?

Colgaron los jardines de Babilonia
Y yo, para no quedarme atrás
Decidí sacar mis alas, porque
Quien no llora allá, no mama acá, dice el refrán
Quien puede, puede, que los acomodados se incomoden

Escrita por: Rita Lee / Antonio Marcucci