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Sin miedo

Fernando Marquex

Sem Medo

Sem medo
Tô voltando do inferno então preparem as luzes
Dominei minhas tentações pra que elas não me usem
Meu reflexo no espelho me diz pra não fugir
Pois somente os covardes ignoram suas cruzes

Me isolei de tudo pra cuidar dos pontos fracos
Me quebrei e me renovei usando os próprios cacos
Só vi duas opções ou apanho ou ataco
Sejamos francos ninguém ama um homem fraco!

Não ver mudança me gera revolta
Dinheiro ainda move tudo a minha volta
Toda vê que entro na loja um segurança escolta
Lucrativo pro sistema é ver minha gente morta
Mas quem se importa?

A direita e a esquerda sufocam na mesma corda
Que todos os olhos me julguem mas só Deus me cobre
Meu estômago é marginal, foda-se a lei dos homens
Não há nada glorioso em morrer sendo pobre

Envelhecer não é tão fácil
Mas encaro minhas provações sem depender de medalhas
Entre a cru e a espada é difícil enxergar outro rumo
Já que Deus só quer minha brecha

Ser imperfeito semblante cansado
Almejando mas a vitória do que ser amado
Pros excluídos eu sou um rei
Pros crente endiabrado
Me sinto Jesus no deserto quando foi testado

Só olho pra trás pra não esquecer quem fui
Mesmo que eu prove meu valor me verão como escória
Eu sinto orgulho de quem sou por não ter desistido
Somente os desobedientes mudam a própria história!

Embora a vida seja um tudo ou nada
Noites mal dormidas contas atrasadas
Nossa evolução só vem após as falhas
E mesmo que eu caia de novo
Eu voltarei duas vezes melhor e sem medo!

Sem medo!

Sem medo!

Sin miedo

Sin miedo
Regreso del infierno, así que preparen las luces
Domesticé mis tentaciones para que no me usen
Mi reflejo en el espejo me dice que no huya
Porque solo los cobardes ignoran sus cruces

Me aislé de todo para cuidar los puntos débiles
Me rompí y me renové usando los propios pedazos
Solo vi dos opciones, o golpeo o ataco
Seamos francos, ¡nadie ama a un hombre débil!

No ver cambios me genera revuelta
El dinero aún mueve todo a mi alrededor
Cada vez que entro en una tienda, un guardia me escolta
Lucrativo para el sistema es ver a mi gente muerta
Pero, ¿a quién le importa?

La derecha y la izquierda sofocan en la misma cuerda
Que todos los ojos me juzguen, pero solo Dios me cubre
Mi estómago es marginal, que se joda la ley de los hombres
No hay nada glorioso en morir siendo pobre

Envejecer no es tan fácil
Pero enfrento mis pruebas sin depender de medallas
Entre la cruz y la espada es difícil ver otro camino
Ya que Dios solo quiere mi vulnerabilidad

Ser imperfecto, semblante cansado
Anhelando más la victoria que ser amado
Para los excluidos soy un rey
Para los creyentes endiablados
Me siento como Jesús en el desierto cuando fue probado

Solo miro hacia atrás para no olvidar quién fui
Aunque demuestre mi valía, me verán como escoria
Siento orgullo de lo que soy por no haberme rendido
¡Solo los desobedientes cambian su propia historia!

Aunque la vida sea todo o nada
Noches mal dormidas, cuentas atrasadas
Nuestra evolución solo viene después de los fallos
Y aunque caiga de nuevo
Volveré dos veces mejor y sin miedo

¡Sin miedo!

¡Sin miedo!

Escrita por: Fernando Marquex