Despedida
No momento cruel da despedida
Gelado lábio mudo hirto sem ar
Eu vi sua alma de ilusões despida
Tremer a luz de seu tão triste olhar
E eu não chorei seu peito a alva guarida
De minha alma chorava em doido arfar
E eu não chorei mas senti a vida
Das lágrimas ao peso se curvar
Sai, andei, corri parei cansado
Voltei me e longe, longe eu vi asinha
Garça de amor fugindo para o passado
Branca pura ideal, sua casinha
E as lágrimas de amor deixei domado
Constelarem da dor a noite minha
Despedida
En el cruel momento de la despedida
Frío labio inmóvil rígido sin aire
Vi su alma despojada de ilusiones
Temblando la luz de su tan triste mirar
Y no lloré en su pecho el alba refugio
De mi alma lloraba en loco palpitar
Y no lloré pero sentí la vida
De las lágrimas al peso doblarse
Salí, caminé, corrí, me detuve cansado
Regresé y lejos, lejos vi aladino
Garza de amor huyendo hacia el pasado
Blanca pura ideal, su casita
Y las lágrimas de amor dejé domadas
Constelar la noche mía de dolor
Escrita por: Fernando Santos Cunha, Euclides Da Cunha