395px

Cabalgata

Fernando Tordo

Cavalo à Solta

Minha laranja amarga e doce
Meu poema feito de gomos de saudade
Minha pena pesada e leve
Secreta e pura
Minha passagem para o breve
Breve instante da loucura

Minha ousadia, meu galope, minha rédia,
Meu potro doido, minha chama,
Minha réstia de luz intensa, de voz aberta
Minha denúncia do que pensa
Do que sente a gente certa

Em ti respiro, em ti eu provo
Por ti consigo esta força que de novo
Em ti persigo, em ti percorro
Cavalo à solta pela margem do teu corpo
Minha alegria, minha amargura,
Minha coragem de correr contra a ternura

Minha laranja amarga e doce
Minha espada, poema feito de dois gumes
Tudo ou nada
Por ti renego, por ti aceito
Este corcel que não sossego
À desfilada no meu peito

Por isso digo canção castigo
Amêndoa, travo, corpo, alma
Amante, amigo
Por isso canto, por isso digo
Alpendre, casa, cama, arca do meu trigo

Minha alegria, minha amargura
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha ousadia, minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura

Minha alegria, minha amargura
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha ousadia, minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura

Minha alegria, minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura

Cabalgata

Mi naranja amarga y dulce
Mi poema hecho de brotes de anhelo
Mi pluma pesada y ligera
Secreto y puro
mi boleto para el pronto
Breve momento de locura

Mi audacia, mi galope, mi rienda
Mi potro loco, mi llama
Mi rayo de luz intensa, con voz abierta
Mi denuncia de lo que piensas
¿Qué sienten las personas adecuadas?

En ti respiro, en ti pruebo
Gracias a ti tengo esta fuerza que otra vez
En ti persigo, en ti atravieso
Caballo suelto al costado de tu cuerpo
mi alegría, mi amargura
Mi coraje para correr contra la ternura

Mi naranja amarga y dulce
Mi espada, poema hecho de dos filos
todo o nada
Por ti lo niego, por ti acepto
Este corcel que no puedo calmar
Desfiló a través de mi pecho

Por eso digo canción de castigo
Almendra, retrogusto, cuerpo, alma
amante amigo
Por eso canto, por eso digo
Porche, casa, cama, cofre de mi trigo

mi alegría, mi amargura
Mi coraje para correr contra la ternura
Mi audacia, mi aventura
Mi coraje para correr contra la ternura

mi alegría, mi amargura
Mi coraje para correr contra la ternura
Mi audacia, mi aventura
Mi coraje para correr contra la ternura

Mi alegría, mi aventura
Mi coraje para correr contra la ternura

Escrita por: José Carlos Ary Dos Santos