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Rumbo

Fernando Viganó

Destino

Já não mais é o mesmo
O cavalo que encilho
Ele foi dos meus arreios
Hoje é meu conhecido
Um baio pata branca
Tem por nome pé no estribo
Nascido no caraúno
E domado em são Chico
Foi crioulo lá fazenda
Tratado á capricho
Esperto por natureza
E trote por istinto
Bem campeiro numa cancha
Era só prende-lhe o grito
Espora só pra enfeite
E também pro meu capricho

Quanta saudade
Que hoje eu tenho
Quando em rodeio
Nós era os primeiro
Quanta lembrança
Do velho mate amargo
Dos amigos que eu fiz
E do trote do meu cavalo

O tempo se passou
No calendário da minha vida
Tenho prazer em ser gaúcho
E ter nascido nesta coxilha
Sempre capataz de fazenda
Nunca passei a ser patrão
Más com orgulho muito grande
Em ter nascido neste chão
O que tenho por herança
É o que levo na memória
Colegas também amigos
E meu cavalo pra deixar história
Hoje já de cabelos brancos
Surrado pela lida
Só tenho em agradecer a Deus
Por ter me dado está vida

Rumbo

Ya no es lo mismo
El caballo que ensillo
Él fue de mis arreos
Hoy es mi conocido
Un zaino pata blanca
Llamado pie en el estribo
Nacido en el caraúno
Y domado en San Chico
Era criollo en la estancia
Tratado con esmero
Astuto por naturaleza
Y trote por instinto
Muy campero en la cancha
Solo era soltarle el grito
Espuela solo para adorno
Y también para mi capricho

Cuánta añoranza
Que hoy tengo
Cuando en el rodeo
Éramos los primeros
Cuánto recuerdo
Del viejo mate amargo
De los amigos que hice
Y del trote de mi caballo

El tiempo pasó
En el calendario de mi vida
Me enorgullece ser gaúcho
Y haber nacido en esta loma
Siempre capataz de estancia
Nunca llegué a ser patrón
Pero con mucho orgullo
De haber nacido en esta tierra
Lo que tengo como herencia
Es lo que llevo en la memoria
Colegas también amigos
Y mi caballo para dejar historia
Hoy ya con cabellos blancos
Gastado por el trabajo
Solo tengo que agradecer a Dios
Por haberme dado esta vida