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Todo y Nada

Figueiredo Júnior

Tudo e Nada

Eu levo a vida pela longa estrada o meu cavalo é minha condução
Chapéu de couro e pele surrada, mão calejada e de pé racahado
De sol em sol vou ganhando o sertão.

Não tenho carro fama ou dinheiro, não tenho roupa nem televisão
Trabalho duro o ano inteiro, cortando cana c o meu facão,
No fim do mes qnd vem o salário, mas da metade fica com o patrão
Saiu de casa levando a tristeza as crianças choram me pedindo pão.

Vou cavalgando pela longa mata, pedindo um milagre uma salvação, hora difícil é do desespero, então eu me seguro p não ser ladrão,
Deus me açpite pelo corpo inteiro, pode vir raio vento e trovão, eu só te peço poupe os meus filhos
Castigo como esse eu não mereço não.

Olho p lado e vejo um fazendeiro, carro importado ouro e mansão,
Com o prato cheio e os filhos formados, pele macia, caneta na mão,
Sei q existe muita diferença, daquela caneta e do meu facão, mas não entebdo essa desigualdade, lá em casa só queria um prato com feijão.

Volto p casa encontro a família, o mais novo grita lá vem o paizão, a mais velha faz guerra de travesseiro, o do meio vem cantando uma canção, a mulher macia diz no meu ouvido q do meu amor ela n abre mão, então eu me derreto todo num chamego e vi q tava cego abro a visão

De novo encontro o tal fazendeiro, o gilho passa perto n da nem a mão, a mulher reclama q quer mais dinheiro, a filha diz q o carro n serve mais não.
Na hora um clarão me da na consciência, agradeço a deus por ter o meu facão e vejo q na vida esse fazendeiro é um homem q tem tudo e não tem nada não

É um homem q tem tudo e não tem nada não 3x

Todo y Nada

Voy por la vida por el largo camino, mi caballo es mi medio de transporte
Sombrero de cuero y piel gastada, mano callosa y pie agrietado
De sol a sol voy conquistando el sertón.

No tengo carro, fama ni dinero, no tengo ropa ni televisión
Trabajo duro todo el año, cortando caña con mi machete,
Al final del mes cuando llega el salario, pero la mitad se queda con el patrón
Salgo de casa llevándome la tristeza, los niños lloran pidiendo pan.

Cabalgo por el largo bosque, pidiendo un milagro, una salvación, momento difícil es de desespero, entonces me contengo para no ser ladrón,
Dios me acepte por completo, puede venir rayo, viento y trueno, solo te pido que salves a mis hijos
Un castigo como ese no lo merezco.

Miro hacia un lado y veo a un hacendado, carro importado, oro y mansión,
Con el plato lleno y los hijos graduados, piel suave, pluma en la mano,
Sé que hay mucha diferencia, entre esa pluma y mi machete, pero no entiendo esta desigualdad, en casa solo queríamos un plato con frijoles.

Vuelvo a casa y encuentro a la familia, el más joven grita ahí viene papá, la mayor hace guerra de almohadas, el del medio viene cantando una canción, la mujer suave me dice al oído que de mi amor ella no se aparta, entonces me derrito en un abrazo y veo que estaba ciego, abro los ojos.

De nuevo me encuentro con el hacendado, el hijo pasa cerca y ni saluda, la mujer se queja de que quiere más dinero, la hija dice que el carro ya no sirve más.
En ese momento una revelación llega a mi conciencia, agradezco a Dios por tener mi machete y veo que en la vida este hacendado es un hombre que lo tiene todo y no tiene nada.

Es un hombre que lo tiene todo y no tiene nada, no tiene nada, no tiene nada

Escrita por: Figueiredo Júnior