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Tinguá

Filipe Cortes

Tinguá

O velho, o garoto
Sentados na praça do sertãozinho
Tinguá, a saudade é um homem lendo Bandeira
E ainda bem que eu tenho Luvas na marginália
Pra lembrar que às vezes só é preciso coragem
Pra falar e ficar e partir
E perder e perder e perder
Seu silêncio selvagem, tão foda de sentir e saber
Me diz você, moça
Me diz você, moça

E depois, o que vem depois?
Invenções de Antônios, de Filipes, De Gurgeis, de Josés
E agora o que é a saudade
Nos olhos do amigo que te lê
A saudade é um homem lendo Bandeira
A saudade é um homem lendo Bandeira

O velho, o garoto, a vida
Na cidade e no sertãozinho
Tinguá, a saudade é um homem lendo Bandeira
E ainda bem que eu tenho Luvas na marginália
Pra lembrar que às vezes só é preciso coragem
Me diz você, moça
Me diz você, moça

Tinguá

El viejo, el chico
Sentados en la plaza de Sertãozinho
Tinguá, la nostalgia es un hombre leyendo Bandeira
Y qué bueno que tengo Guantes en la marginalia
Para recordar que a veces solo se necesita coraje
Para hablar y quedarse y partir
Y perder y perder y perder
Tu silencio salvaje, tan jodido de sentir y saber
Dime tú, chica
Dime tú, chica

Y luego, ¿qué viene después?
Inventos de Antonios, de Filipes, de Gurgeis, de Josés
Y ahora, ¿qué es la nostalgia?
En los ojos del amigo que te lee
La nostalgia es un hombre leyendo Bandeira
La nostalgia es un hombre leyendo Bandeira

El viejo, el chico, la vida
En la ciudad y en Sertãozinho
Tinguá, la nostalgia es un hombre leyendo Bandeira
Y qué bueno que tengo Guantes en la marginalia
Para recordar que a veces solo se necesita coraje
Dime tú, chica
Dime tú, chica

Escrita por: Filipe Cortes