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Invisible

Filipe Joe

Invisível

Direto do submundo, pra você um absurdo
Pivete abandonado, invisível, pavio curto
No amargo do relento, teste de sobrevivência
Sociedade? Só vejo decadência
Chega de ser pisado, não vou mais pedir esmola
Aonde você for, eu vou na sua cola
Hora de me vingar, fazer jorrar o sangue
Você, que em mim cuspiu, agora vai pagar

Que engraçado agora você me respeitar!
Já era! Virou caça! Não adianta chorar

Eu sei que não adianta nada, mas não vou parar
Isqueiro, querosene e fumaça no ar
Foi-se o tempo que eu esperava você sentir pena
Você e o senador, pra mim é tudo igual
Tarde demais pra querer conservar os dente
A violência te mostrou que eu também sou gente
Éter na mente, e a justiça eterna mente
De frente eu te encaro, é muito mais decente

Que engraçado agora você me respeitar!
Já era! Virou caça! Não adianta chorar

Invisible

Directo del inframundo, para ti un absurdo
Pibe abandonado, invisible, con poco aguante
En lo amargo del frío, prueba de supervivencia
¿Sociedad? Solo veo decadencia
Ya basta de ser pisoteado, no voy a mendigar más
A donde tú vayas, yo iré detrás de ti
Es hora de vengarme, hacer brotar la sangre
Tú, que en mí escupiste, ahora vas a pagar

¡Qué gracioso que ahora me respetes!
¡Ya fue! ¡Te convertiste en presa! No sirve de nada llorar

Sé que no sirve de nada, pero no voy a parar
Encendedor, queroseno y humo en el aire
Se acabó el tiempo en que esperaba que sintieras pena
Tú y el senador, para mí son lo mismo
Demasiado tarde para querer conservar los dientes
La violencia te mostró que yo también soy humano
Éter en la mente, y la justicia eternamente engaña
De frente te enfrento, es mucho más decente

¡Qué gracioso que ahora me respetes!
¡Ya fue! ¡Te convertiste en presa! No sirve de nada llorar

Escrita por: Filipe Ribeiro