Conjuro o vento
E (não) tempestade
Que tudo queime
Que nada acalme
Despeja a ruína
Destrói e desola
A chama sublima
A morte consola
Que a chuva esconda teu pranto
Que rega a terra desolada
Que rasgue teu peito o meu canto
Desespero é a tua nova morada
Que a chuva dilua teu sangue
Que foge da tua carcaça
Que cubra o teu reino o meu manto
Desespero é a tua nova morada
A lágrima desce e a pele descola
O fogo a repele e na terra não toca
Os olhos se fecham esperança acaba
O silêncio marca outra vida ceifada
Abraço a morte
A fome e a peste
A guerra devasta
E minha pele veste
Chegada é a hora
O sagrado revelado
Ao céu o pai retorna
Caminhem, desterrados
Que a chuva esconda teu pranto
Que rega a terra desolada
Que rasgue teu peito o meu canto
Desespero é a tua morada
Que a chuva dilua teu sangue
Que foge da tua carcaça
Que cubra o teu reino o meu manto
Desespero é tua nova morada