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Horizontes

Flávio Bicca Rocha

Horizontes

Há muito tempo que ando
Nas ruas de um porto não muito alegre
E que no entanto, me traz encantos
E um pôr-de-sol me traduz em versos

De seguir livre, muitos caminhos
Arando terras, provando vinhos
De ter idéias de liberdade
De ver amor em todas idades

Nasci chorando, Moinhos de Vento
Subir no bonde, descer correndo
A boa funda de goiabeira
Jogar bolita, pular fogueira

Sessenta e quatro, sessenta e seis
Sessenta e oito, um mau tempo talvez
Anos setenta, não deu pra ti
E nos oitenta eu não vou me perder por aí

Não vou me perder por aí
Não vou me perder por aí
Não vou me perder por aí

Horizontes

Hace mucho tiempo que camino
Por las calles de un puerto no muy alegre
Y que sin embargo, me trae encantos
Y un atardecer me traduce en versos

De seguir libre, muchos caminos
Arando tierras, probando vinos
De tener ideas de libertad
De ver amor en todas las edades

Nací llorando, Moinhos de Vento
Subir al tranvía, bajar corriendo
La buena honda de guayaba
Jugar bolitas, saltar la hoguera

Sesenta y cuatro, sesenta y seis
Sesenta y ocho, un mal tiempo tal vez
Años setenta, no fue para ti
Y en los ochenta no me voy a perder por ahí

No me voy a perder por ahí
No me voy a perder por ahí
No me voy a perder por ahí

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