Bagaço
Menino
Moleque latino
Tonteia, vagueia sem tino
Se defende com destino
E perdido menino
Moleque
Barriga d’água
Bucho quebrado perdiz
Bicho do mato sem trégua
Revendo mais o que infeliz
Peregrino cai no mundo
Cai nas garras do sem fim
Depenado o sonho em fim
Desentoado o coração
Sangue travado nas veias
Em trave travor na língua
Perdido aos gritos e berros
Morrendo a míngua
Vencido nos tiroteios
Perde as rédeas, perde os freios
Perde a estribeira
Vira estilhaço cangaço
Bagaço de fim de feira
Bagazo
Chico
Niño latino
Divaga, vaga sin rumbo
Se defiende con destino
Y perdido chico
Niño
Barriga hinchada de agua
Estómago roto perdiz
Bestia del monte sin tregua
Revisando más lo que desdichado
Peregrino cae en el mundo
Cae en las garras del sin fin
Desplumado el sueño al final
Desentonado el corazón
Sangre trabada en las venas
En traba trabada en la lengua
Perdido a gritos y alaridos
Muriendo de mengua
Vencido en los tiroteos
Pierde las riendas, pierde los frenos
Pierde la compostura
Se convierte en pedazos cangaço
Bagazo de fin de feria