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No Conmigo

Flávio Mattes

Comigo Não

Conheço um velho ditado dos tempos dos ancestrais
Que só um é muito pouco, dois é bom, três é demais
Não gosto de repartir a minha mulher amada
Que fazer eu sou assim, comigo é tudo ou nada

Comigo não, dividir não dá prazer
Quando eu gosto é de verdade
E quando eu amo é pra valer!

No amor sou ganancioso, pode falar quem quiser
Não gosto e não admito repartir uma mulher
Só bolo de aniversário que eu aceito um pouquinho
No amor sou olho grande, prefiro comer sozinho

Nada contra os que repartem sei que gosto tem pra tudo
Eu não faço sociedade, sou careta e tabacudo
Mulher não é objeto que se encontra num leilão
Nem pia de água benta que todos botam a mão

Meu avo sempre dizia quem reparte o que tem
Pode crês e ter certeza que a pedir logo vem
Por isso eu nunca empresto, não alugo, não reparto
Só divido meu amor com as paredes do quarto

No Conmigo

Conozco un viejo dicho de tiempos ancestrales
Que uno solo es muy poco, dos está bien, tres son demasiados
No me gusta compartir a mi amada mujer
Qué hacer, así soy yo, conmigo es todo o nada

No conmigo, compartir no da placer
Cuando me gusta, es de verdad
Y cuando amo, es de verdad

En el amor soy codicioso, que hable quien quiera
No me gusta y no permito compartir a una mujer
Solo en el pastel de cumpleaños acepto un poco
En el amor soy egoísta, prefiero comer solo

Nada en contra de los que comparten, sé que hay gustos para todo
Yo no hago sociedad, soy conservador y terco
Una mujer no es un objeto que se encuentra en una subasta
Ni un lavabo de agua bendita al que todos le ponen la mano

Mi abuelo siempre decía que quien comparte lo que tiene
Puede creer y estar seguro de que pronto pedirá
Por eso nunca presto, no alquilo, no comparto
Solo comparto mi amor con las paredes del cuarto

Escrita por: Flavio Mattes