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Ya no cabe

Flávio Zé Pêlin

Já não Cabe

Já não cabe a mim decidir
O caminho sempre a seguir
Já não sei aonde ir

Já não cabe a mim dizer
Quando voltarei a sorrir

Já não cabe e a mim decidir
O que resta é partir
Em busca de tudo que guardo no coração

Mas ao partir não se esqueça da dor de ninguém
E quando for não se esqueça do amor que alguém
Lhe deu sem pedir o troco

Já andam dizendo por aí que sou louco
Que eu sou louco, louco, louco

Caminharia sobre os mares negro e vermelho
Escalaria paredões, rochedos
Pularia no rio se fosse seu desejo

Decidi já não me caber
Pois nem sempre existe um atalho
Para se esconder

Já andam dizendo por aí que sou louco
Que eu sou louco, louco, louco

Caminharia sobre os mares negro e vermelho
Escalaria paredões, rochedos
Pularia no rio se fosse seu desejo

Ya no cabe

Ya no me corresponde a mí decidir
Siempre el camino a seguir
Ya no sé a dónde ir

Ya no me corresponde a mí decir
Cuándo volveré a sonreír

Ya no me corresponde a mí decidir
Lo que queda es partir
En busca de todo lo que guardo en el corazón

Pero al partir no olvides el dolor de nadie
Y cuando te vayas no olvides el amor que alguien
Te dio sin pedir nada a cambio

Ya andan diciendo por ahí que estoy loco
Que estoy loco, loco, loco

Caminaría sobre los mares negro y rojo
Escalaría acantilados, peñascos
Saltaría al río si fuera tu deseo

Decidí que ya no me cabe
Porque no siempre hay un atajo
Para esconderse

Ya andan diciendo por ahí que estoy loco
Que estoy loco, loco, loco

Caminaría sobre los mares negro y rojo
Escalaría acantilados, peñascos
Saltaría al río si fuera tu deseo

Escrita por: Flávio Zé Pêlin / Heber Robson