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Zé Pêlin

Flávio Zé Pêlin

Zé Pêlin

Me perdoe meu bem
Que esse devaneio me esclareça
Já não sei a distinção
Entre o que se passa na cabeça
E o que fica no coração

Acomodado, incomodado sentado embriagado
Distinguir o q é o amor do desamor de cada lado

Ouvindo o silêncio
Da madrugada
Caminhando sob a lua
Chorando da risada
Me abrindo para as sombras
E suas sobras
A garrafa enrustida
Refletindo sobre a vida

Proferiu o transeunte Zé Pêlin:
"Como dizem o comodismo
É uma estrada sem meio sem fim!
Sem acostamento,
Bordas ou aviso
Esse caminho eu conheço
É de perder o juízo
Não tem outro destino
A não ser o abismo"

Zé Pêlin

Perdóname mi amor
Que este delirio me aclare
Ya no sé la distinción
Entre lo que pasa por la cabeza
Y lo que queda en el corazón

Acomodado, incómodo sentado embriagado
Distinguir el amor del desamor de cada lado

Escuchando el silencio
De la madrugada
Caminando bajo la luna
Llorando de risa
Abriéndome a las sombras
Y sus restos
La botella escondida
Reflexionando sobre la vida

Dijo el transeúnte Zé Pêlin:
"Como dicen, la comodidad
Es un camino sin medio ni fin
Sin arcén,
Bordes ni advertencia
Este camino lo conozco
Es para perder la razón
No tiene otro destino
Sino el abismo"

Escrita por: Flávio Zé Pêlin