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Viejo Carro de Bueyes

Flor da Serra e Pinherá

Velho Carro de Boi

Meu velho carro de boi
Agora ficou parado
Mas para mim tu será
Espelho do meu passado

Lembro que já fui carreiro
Há muitos anos atrás
Lá na fazenda Santana
Eu não esqueço jamais

Parece que ainda vendo
Lá no imenso sertão
Meu velho carro de boi
Cortando velho estradão

Parece que ainda escuto
O gemer do seu cocão
Subindo o alto da serra
Lotado de algodão

Mas para mim o progresso
Arruinou a minha vida
Fui obrigado a vender
Minha boiada querida

Quando levaram meus bois
Não posso nem recordar
Meu carro ficou parado
Não pude mais carrear

Sei que jamais voltará
Minha feliz mocidade
Do tempo que eu fui carreiro
Hoje só resta a saudade

Até aquela ingrata
Eu não sei pra onde foi
Só me restou nesta vida
Meu velho carro de boi

Viejo Carro de Bueyes

Mi viejo carro de bueyes
Ahora está parado
Pero para mí serás
Espejo de mi pasado

Recuerdo que fui carretero
Hace muchos años atrás
En la hacienda Santana
Jamás olvidaré

Parece que aún veo
En el inmenso sertón
Mi viejo carro de bueyes
Cortando viejo caminón

Parece que aún escucho
El gemir de su yugo
Subiendo la cuesta
Cargado de algodón

Pero para mí el progreso
Arruinó mi vida
Me vi obligado a vender
Mi querida boiada

Cuando se llevaron mis bueyes
No puedo ni recordar
Mi carro quedó parado
Ya no pude carrear más

Sé que nunca volverá
Mi feliz juventud
Del tiempo en que fui carretero
Hoy solo queda la nostalgia

Hasta aquella ingrata
No sé a dónde fue
Solo me quedó en esta vida
Mi viejo carro de bueyes

Escrita por: Nestor