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Tierra Estafada

Flor da Serra e Santiago

Terra Grilada

Eu comprei uma fazenda
No sertão do Paraná
Com mil e quinhentos alqueires
De matas pra derrubar
Comprei-a de um sujeito
Que vivia a negociar
O negócio foi fechado
E assim eu fui enganado
Sem nada maliciar

O malandro era bom de conversa
E logo me iludiu
Por isso nem desconfiei
Que fosse um sujeito vadio
Conhecido na região
Por José do terreno frio
Eu caí numa cilada
Comprando terra grilada
Que ele nunca possuiu

Fui com os meus camaradas
Pra fazenda trabalhar
Achei cinquenta famílias
Morando naquele lugar
Cada uma trinta alqueires
Faça a conta quanto dá
Fui a favor da razão
Aquele pedaço de chão
Eu tive que abandonar

Este caso eu vou resolver
Custe o que me custar
O que se faz aqui na terra
Na terra se deve pagar
Assim diz o mandamento
Que ninguém deve roubar
Ele está na minha lista
Vou pegar o vigarista
E pra cadeia vou levar

Tierra Estafada

Compré una finca
En el interior de Paraná
Con mil quinientos alqueires
De bosques para talar
La compré a un tipo
Que vivía negociando
El trato se cerró
Y así fui engañado
Sin sospechar nada

El pillo era bueno hablando
Y pronto me ilusionó
Por eso ni sospeché
Que fuera un tipo holgazán
Conocido en la región
Como José del terreno frío
Caí en una trampa
Comprando tierra estafada
Que nunca poseyó

Fui con mis camaradas
A trabajar en la finca
Encontré cincuenta familias
Viviendo en ese lugar
Cada una treinta alqueires
Haz la cuenta de cuánto es
Fui a favor de la razón
Ese pedazo de tierra
Tuve que abandonar

Este caso lo resolveré
Cueste lo que cueste
Lo que se hace aquí en la tierra
En la tierra se debe pagar
Así dice el mandamiento
Que nadie debe robar
Él está en mi lista
Voy a atrapar al estafador
Y llevarlo a la cárcel

Escrita por: Flor Da Serra / Nenete