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Vulnerable

Flora Plonczynzki

Vulnerável

Íris aberta apesar de um dia ruim
Meu bem, eu sempre fui assim
Sorriso que nasce de um motivo pra chorar
Meu bem, eu não sou de mostrar

Não é por isso que meu sentimento não é sincero
Não se magoa se eu tentar fugir
Desconfio, faço olhar arisco e preservo
A parte vulnerável de mim

Café na mesa, mas eu não estou mais ali
Meu bem, o medo me roubou de ti
Quando o assunto é minha história
Eu não estou mais ali
Assim ninguém pode me invadir

Talvez seja minha insegurança diante do espelho
Já perdi coisas que julguei não merecer
Já me sujeitei a coisas que eu não mereci
E doeu na parte vulnerável de mim

Me poupe de frases decoradas
Me poupe as flores, serenatas
Me poupe de olhares que desviam
De sementes que não vingam
Eu estou tão cansada

Se todo ser tem uma caixinha de mágoas
Corajoso é aquele que ousa se abrir
Se arriscar com uma esperança de alegria
E entregar a parte vulnerável de si

Se eu tenho essa caixinha de mágoas
Abrir ela é o mesmo que me despir
E mostrar meu lado me apavora
Não machuque a parte vulnerável de mim

E eu tenho essa caixinha de mágoas
Abrir ela é o mesmo que me despir
Mas a alegria tem que ser apostada
Te oferto a parte vulnerável de mim

Pois a alegria tem que ser apostada
Te oferto a parte vulnerável de mim

Vulnerable

Ojos abiertos a pesar de un mal día
Mi amor, siempre he sido así
Una sonrisa nacida de una razón para llorar
Mi amor, no suelo mostrar

No significa que mi sentimiento no sea sincero
No te lastimes si intento huir
Desconfío, miro con recelo y protejo
La parte vulnerable de mí

Café en la mesa, pero ya no estoy allí
Mi amor, el miedo me alejó de ti
Cuando se trata de mi historia
Ya no estoy allí
Así nadie puede invadirme

Quizás sea mi inseguridad frente al espejo
He perdido cosas que creí no merecer
Me he sometido a cosas que no merecía
Y dolió en la parte vulnerable de mí

Sálvame de frases aprendidas
Sálvame de flores, serenatas
Sálvame de miradas que se desvían
De semillas que no germinan
Estoy tan cansada

Si todo ser tiene una cajita de rencores
Valiente es aquel que se atreve a abrirse
Arriesgarse con la esperanza de alegría
Y entregar la parte vulnerable de sí

Si tengo esa cajita de rencores
Abrirla es como desnudarme
Y mostrar mi lado me aterra
No lastimes la parte vulnerable de mí

Y tengo esa cajita de rencores
Abrirla es como desnudarme
Pero la alegría debe ser apostada
Te ofrezco la parte vulnerable de mí

Porque la alegría debe ser apostada
Te ofrezco la parte vulnerable de mí

Escrita por: Flora Plonczynzki