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Disparo

Força Ssa

Tiro

Eu estou na esquina conversando
Lá vem o camburão
Eu tomo tapa na parede documentação
Eles não querem respeito
Querem impor o medo
Pois são pagos para fazer a repressão.

Uniformizados capitães do mato,
Em seus modernos navios negreiros
Eles saem pela noite procurando seus suspeitos

E fica o dito pelo não dito.
Ninguém corre se não eu atiro
É sempre o dito pelo não dito
E ninguém corre se não eu atiro.

É tiro de pistola e três oitão de escopeta de repetição.
Eles atiram na democracia, no seu direito de ser cidadão.
Eu moro no barraco na favela na periferia da cidade
Campo de batalha entre a policia e bandidagem.

Bala perdida não tem interesse
Então eu rezo para não ser a vitima.
Também morre que atira otário
São tiros para todos os lados
Tiro, tiro, tiro...

Disparo

Estoy en la esquina conversando
Allá viene la patrulla
Me dan golpes contra la pared pidiendo documentación
Ellos no quieren respeto
Quieren imponer el miedo
Porque les pagan para hacer represión.

Uniformados capitanes del mato,
En sus modernos barcos negreros
Salen por la noche buscando a sus sospechosos

Y queda lo dicho por lo no dicho.
Nadie corre si no yo disparo
Siempre es lo dicho por lo no dicho
Y nadie corre si no yo disparo.

Son disparos de pistola y tres ochos de escopeta de repetición.
Disparan contra la democracia, contra tu derecho de ser ciudadano.
Vivo en la chabola en la favela en la periferia de la ciudad
Campo de batalla entre la policía y la delincuencia.

La bala perdida no interesa
Así que rezo para no ser la víctima.
También muere el que dispara, idiota
Son disparos por todos lados
Disparo, disparo, disparo...

Escrita por: Ecivaldo Ribeiro / Luciano Veiga