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Me Voy a la Luna

Forrozão Das Antigas

Eu Vou Pra Lua

Eu Vou Prá Lua
Eu vou morar lá
Sair do meu Sputnik
Do Campo do Jiquiá...(2x)

Já estou enjoado aqui da terra
Onde o povo a pulso faz regime
A indústria, roubo, a fome, o crime
Onde os preços aumentam todo dia
O progresso daqui a carestia
Não adianta mais se fazer crítica
Ninguém acredita na política
Onde o povo só vive em agonia

Na lua não tem
Nome abreviado
IPSEP, IPASE
Nem CASEP
Nem IPEV
Nem CPMF
Nem contrabando
De mercadoria
Lá não falta água
Não falta energia
Não falta hospital
Não falta escola
É fuzilado lá
Quem come bola
E morre na rua
Quem faz anarquia

Lá não tem juventude transviada
Os rapazes de lá não têm malícia
Quando há casamento é na polícia
A moça é quem é sentenciada
Porventura se a mulher for casada
E enganar o marido a coisa é feia
Ela pega dez anos de cadeia
E o conquistador não sofre nada

Me Voy a la Luna

Me voy a la Luna
Voy a vivir allí
Salir de mi Sputnik
Del Campo de Jiquiá...(2x)

Ya estoy harto aquí en la tierra
Donde la gente a pulso hace dieta
La industria, el robo, el hambre, el crimen
Donde los precios aumentan cada día
El progreso de aquí a la carestía
No sirve de nada criticar
Nadie cree en la política
Donde la gente solo vive en agonía

En la Luna no hay
Nombre abreviado
IPSEP, IPASE
Ni CASEP
Ni IPEV
Ni CPMF
Ni contrabando
De mercancía
Allí no falta agua
No falta energía
No falta hospital
No falta escuela
Allí es fusilado
Quien come bola
Y muere en la calle
Quien hace anarquía

Allí no hay juventud desviada
Los chicos de allí no tienen malicia
Cuando hay matrimonio es en la policía
La chica es la sentenciada
Por casualidad si la mujer está casada
Y engaña al marido la cosa es fea
Ella recibe diez años de cárcel
Y el conquistador no sufre nada

Escrita por: Ary Lobo