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Perfídia

Francisco Alves

Sofre tua dor resignadamente
Sofre, como eu sofri por ti também
Sofre, que a dor vai ensinando a gente
A amar, a um dia querer bem

Amei, como ninguém te amou, querida
De ti o menor gesto adorei, esquecido da própria vida
Perfídia mandaste em troca, eu não esqueci
Das rosas, das orquídeas, das violetas que eu dava a ti

Distraída no ambiente luxuoso
Em que tu sempre vivias
Tu deixaste que murchassem minhas flores
Meu buquê de fantasias

E agora
Que adoras só quem te magoa
Perdoa pelo bem que eu te quis
Perdoa e serás feliz

Escrita por: Lamartine Babo, Alberto Dominguez