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María Rosa

Francisco Alves

Maria Rosa

Vocês estão vendo aquela mulher de cabelos brancos
Vestindo farrapos, calçando tamancos
Pedindo nas portas pedaços de pão?
A conheci quando moça, era um anjo de formosa
Seu nome é Maria Rosa, seu sobrenome, paixão

Os trapos de sua veste não é só necessidade
Cada um representa, para ela, uma saudade
De um vestido de baile, ou de um presente, talvez
Que um dos seus apaixonados lhe fez

Quis, certo dia, Maria por a fantasia de tempos passados
Ter em sua galeria uns novos apaixonados
Esta mulher, que outrora, a tanta gente encantou
Nenhum olhar teve agora, nenhum sorriso encontrou

E então dos velhos vestidos que foram outrora sua predileção
Mandou fazer uma capa de recordação
Vocês, Marias de agora, amem somente uma vez
Pra que mais tarde esta capa não sirva em vocês

Vocês, Marias de agora, amem somente uma vez
Pra que mais tarde esta capa não sirva em vocês!

María Rosa

¿Ven a ver a esa mujer de cabellos blancos?
Vestida de harapos, calzando unos zuecos
Pidiendo en las puertas pedazos de pan?
La conocí cuando era joven, era un ángel hermoso
Su nombre es María Rosa, su apellido, pasión

Los trapos de su vestido no son solo necesidad
Cada uno representa, para ella, una añoranza
De un vestido de baile, o de un regalo, tal vez
Que uno de sus enamorados le hizo

Quiso, cierto día, María revivir la fantasía de tiempos pasados
Tener en su galería unos nuevos enamorados
Esta mujer, que en su momento, a tanta gente cautivó
Ninguna mirada tuvo ahora, ningún sonrisa encontró

Y entonces de los viejos vestidos que fueron su predilección
Mandó hacer una capa de recuerdo
Ustedes, Marias de ahora, amen solo una vez
Para que más tarde esta capa no les sirva a ustedes

Ustedes, Marias de ahora, amen solo una vez
Para que más tarde esta capa no les sirva a ustedes!

Escrita por: Lupicínio Rodrigues, Alcides Gonçalves