Um relógio bate as horas devagar
E o apito agudo e monótono de um trem
Corta o silêncio da noite de luar
Desfazendo os sonhos dos que não podem amar
Tiro a carteira e um cigarro curto acendo
Pego num livro, leio, não entendo
Tudo parece que aumenta o meu penar
Na noite triste em que você não vem
Como é tão longa, inútil e vazia
A noite triste em que você não vem
Tudo que faço logo me enfastia
Porque me falta o meu querido bem
Penso em você, que deve estar tão longe
Talvez a pensar em mim também
E me sinto solitário qual um monge
Na noite triste em que você não vem
Um relógio bate as horas devagar
Na noite triste em que você não vem