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Alegrias de Caboclo

Francisco Alves

Caboclo não tem tristeza, ai ai, meu bem
São traços da natureza, ai ai, meu bem
Faz da manhã poesia, do dia uma sinfonia
Da tarde rude harmonia, da noite rica alegria

Faz da manhã poesia, do dia uma sinfonia
Da tarde rude harmonia, da noite rica alegria

Ai, como é bom o luar do meu sertão
Ai, como é bom o luar do meu sertão
Se escurece, nos olhos deixa o clarão
Se escurece, nos olhos deixa o clarão

Caboclo sabe o que quer, ai ai, meu bem
Também por seu bem morrer, ai ai, meu bem
Das folhas secas que caem faz a fogueira do amor
E do clarão que provém faz sua prece de dor

Das folhas secas que caem faz a fogueira do amor
E do clarão que provém faz sua prece de dor

Ai, como é bom o luar do meu sertão
Ai, como é bom o luar do meu sertão
Se escurece, nos olhos deixa o clarão
Se escurece, nos olhos deixa o clarão

Escrita por: José Barbosa da Silva (Sinhô)