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Cruel Destino

Francisco Alves

No alto da montanha, numa torre branca
Um sino plange agora, dolorosamente
E no espaço ecoa sua voz dolente
Levando a melodia da sua nostalgia

A própria natureza, que sorria sempre
Encheu-se de tristeza ouvindo a voz do sino
Assim também eu vivo, sempre a soluçar
Na voz do meu cruel destino, na voz do meu cruel penar

Quero ouvir o teu ranger eternamente triste
Por tudo que sonhei e que já não existe
Quero ouvir a tua voz, assim a soluçar
Soluços [?] que vão direito ao meu coração

Tange para mim, ó sino piedoso e triste
Bem sei que teu tanger exprime a tua dor
Porém, teu som divino consegue me acalmar
Contigo, a soluçar, esqueço o meu cruel destino

A própria natureza, que sorria sempre
Encheu-se de tristeza ouvindo a voz do sino
Assim também eu vivo, sempre a soluçar
Na voz do meu cruel destino, na voz do meu cruel penar

Escrita por: Jose Maria de Abreu, Saint-Clair Senna