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Fim de Romance

Francisco Alves

A tremer de paixão aos jovens
Qual um vergel
Era a vida ilusão
Que fez-se amargo fel

Do sonhar venturoso
Mestre de amor sem par
Foi o fim desditoso
De um sonho o despertar

Foi, afinal, tão fútil a causa que fez-nos brigar
Sem mais pensar
Que o ideal de mútua afeição
Morreu no coração

Dia virá em que, novamente
O romance encetar vão desejar
Tarde será, o tempo é fatal
Mata o amor ideal

Do sonhar venturoso
Mestre de amor sem par
Foi o fim desditoso
De um sonho o despertar

Escrita por: Sílvio Pereira de Sá, Alberico de Sousa (Bequinho)