Onde estás, meu amor
Lá longe, ai, tão longe!
Duas sombras iam de mãos dadas
Toda a noite nas calçadas daquela rua!
O luar apagou na rua deserta!
Uma sombra triste, abandonada
Na penumbra, amargurada, se perdeu!
Deixa-me chorar perdidamente
Este pranto antigo de aflição!
No fim daquela rua escura
Brotou o mato verde do perdão!
Deixa-me que chore, recordando
Mãos que me afagaram o coração!
Do teu país não se retorna
Nasceu o mato verde do perdão!
Onde estás, meu amor, amor tão querido!
Onde estão as plumas do teu ninho
Garça triste, sem carinho, abandonada
O luar, nossa luz, fugiu de repente!
Tenho em minhas mãos o pranto frio
Dos meus dois olhos vazios, sem amor!
Escrita por: Haroldo Barbosa, D. S. Federico, H. A. Espósito