Meu amor me abandonou
Nosso ranchinho ficou
Ficou sendo desde então
A tristonha moradia
De uma grande nostalgia
E uma grande solidão
Os passarinhos magoados
Não cantam mais, torturados
Por uma saudade atroz
Uma saudade infinita
Da tua voz tão bonita
Da tua bonita voz
Meu jardim, quanto abandono
É terra que não tem dono
Já não tem nenhuma flor
E no pomar, que tristeza
Vai morrendo a natureza
Saudosa do meu amor
Nossa choupana modesta
Que foi um tempo de festa
Agora um templo de dor
Meu violão ficou mudo
Num silêncio de veludo
Na saudade desse amor
Entretanto, no meu peito
Meu coração contrafeito
Palpita uma ilusão
Numa esperança insensata
De ver de novo essa ingrata
Implorando o meu perdão
Oi, meu amor me abandonou
Nosso ranchinho ficou
Ficou sendo desde então
A tristonha moradia
De uma grande nostalgia
E uma grande solidão