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Olhos Fatais

Francisco Alves

Olhos azuis, mais ferinos que dois punhais
Têm tanta luz, não há outros iguais
São traiçoeiros, pois deslumbram, brilham demais
São bandoleiros, são boêmios teus olhos fatais

Mas tenho, às vezes, desejo de beijar loucamente estes olhos que matam
Pois, se eu morrer nesse beijo, sou feliz por vê-los, enfim
Tristes, cheios de mágoa
Encherem-se d'água, chorando por mim

Olhos azuis, mais ferinos que dois punhais
Têm tanta luz, não há outros iguais
São traiçoeiros, pois deslumbram, brilham demais
São bandoleiros, são boêmios teus olhos fatais

Escrita por: Eduardo Souto, João de Barro (Braguinha)