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Palhaço do Luar

Francisco Alves

Lua, mentira branca dos espaços
Que tanto me iludiu, a iluminar
As noites em que, louca, nos meus braços
Mentias, me beijando no luar

Não vi ouvir um único conselho
Como a tua maldade me doeu
E hoje, quando me vejo no espelho
Contemplo a minha face e não sou eu

Lua, hóstia de mágoas que assistia
As ânsias de um amor que era ilusão
Meu peito era um viveiro de alegrias
Ardia como um Sol meu coração

Não vi ouvir um único conselho
Como a tua maldade me doeu
E hoje, quando me vejo no espelho
Contemplo a minha face e não sou eu

Escrita por: Francisco Alves, Orestes Barbosa