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Sergipana

Francisco Alves

Tu és a borboleta alucinada
Desafiando o Sol no coqueiral
E à noite és Lua em flor, despetalada
No presepe silente do areal

Sergipana, recordo o jasmineiro
Que, estrelado, aromava o teu perfil
O luar é um criminoso zombeteiro
Que impune nas cidades do Brasil

Dos teus canaviais de pranchas verdes
E que se tornam de ouro à luz dos Sóis
Ai, esse açúcar que seduz a gente
Diluído no som da tua voz

Sergipana, recordo o jasmineiro
Que, estrelado, aromava o teu perfil
O luar é um criminoso zombeteiro
Que impune nas cidades do Brasil

Escrita por: Orestes Barbosa, Eduardo Souto