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Tabuada

Francisco Alves

A sala, a lousa fincada em meio
A mestra, o estudo da meninada
Batia o sino para o recreio
Soava o canto da tabuada

Um e um, dois
Dois e um, três
Três e um, quatro
Quatro e dois, seis

Como vai longe
Passam os anos
Morrem os sonhos
Chega a geada

E eu vou contando
Meus desenganos
Como no canto
Da tabuada

Um e um, dois
Dois e um, três
Três e um, quatro
Quatro e dois, seis

Escrita por: Joubert de Carvalho, Adelmar Tavares