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Brasa

Francisco Egydio

Brasa

Você parece uma brasa
Toda vez que eu chego em casa
Dá-se logo uma explosão
Ciúmes de mim, não acredito
Pois meu bem, não é com grito
Que se prende um coração

Desculpe a minha pergunta
Pois quem tanta asneira junta
Lhe ensinaram a falar
Seu professor bem podia
Ensinar que não devia
Deste modo me tratar

E às vezes, você chora
Quando eu passo as noites fora
Não venho em casa almoçar
É que as mulheres da rua
Tem a alma melhor que a sua
Sabem melhor me agradar

E se às vezes, eu me demoro
É diminuindo a hora
Para consigo eu estar
Se apagasse essa brasa
Eu não sairia de casa
Dia e noite, a lhe adorar.

Brasa

Tú pareces una brasa
Cada vez que llego a casa
Se desata una explosión
Celos de mí, no lo creo
Porque cariño, no es con gritos
Que se atrapa un corazón

Disculpa mi pregunta
Pues quien tanto disparate junta
Le enseñaron a hablar
Tu profesor bien podría
Enseñarte que no deberías
Tratarme de esta manera

Y a veces, tú lloras
Cuando paso las noches fuera
No vuelvo a casa a almorzar
Es que las mujeres de la calle
Tienen el alma mejor que la tuya
Saben cómo complacerme mejor

Y si a veces, me demoro
Es acortando la hora
Para estar contigo
Si apagases esa brasa
No saldría de casa
Día y noche, adorándote.

Escrita por: Felisberto Martins / Lupicínio Rodrigues