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Abismo de Rosas

Francisco Petrônio

Abismo de Rosas

Ao te encontrar assim eu sei quanto tu és infeliz
Chego a sofrer também por lembrar o quanto eu já te quis
A minha mão te dei para te salvar do abismo
Mas foi tudo em vão, pois desprezaste o meu amor

És a flor do mal que o tempo desfolhou um céu azul, nublado
Este é o abismo de rosa, vulto a viver do pecado
Cedo mulher, porém, perdeste a paz porque te faltou carinho
E o sonho azul de um doce lar, mas é tarde demais para voltar

Não, não quero ver-te, eu devo esquecer-te
A minha dor seria maior se eu ver os lábios teus, outra boca beijar
Teu nome recorda no jardim da vida, rosa uma flor
Que secou e por ti também meu coração murchou

A minha mão te dei para te salvar do abismo
Mas foi tudo em vão, pois desprezaste o meu amor

Abismo de Rosas

Al encontrarte así, sé cuánto eres infeliz
Llego a sufrir también al recordar cuánto te quise
Te di mi mano para salvarte del abismo
Pero todo fue en vano, pues despreciaste mi amor

Eres la flor del mal que el tiempo deshojó un cielo azul, nublado
Este es el abismo de rosas, figura viviendo del pecado
Pronto mujer, sin embargo, perdiste la paz porque te faltó cariño
Y el sueño azul de un dulce hogar, pero es tarde para volver

No, no quiero verte, debo olvidarte
Mi dolor sería mayor si veo tus labios, otra boca besar
Tu nombre recuerda en el jardín de la vida, rosa una flor
Que se marchitó y por ti también mi corazón se marchitó

Te di mi mano para salvarte del abismo
Pero todo fue en vano, pues despreciaste mi amor

Escrita por: Américo Jacomino "Canhoto" / Jose Fortuna