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Ai Mouraria

Francisco Petrônio

Ai Mouraria

Ai Mouraria
Da velha rua da Palma
Onde eu um dia
Deixei presa a minha alma

Por ter passado mesmo ao meu lado certo fadista
De cor morena, boca pequena, de olhar trocista

Ai Mouraria
Do mulher do meu encanto
E que me mentia
Mas que eu adorava tanto

Amor que o vento
Como um lamento
Levou consigo

Mas que ainda agora
A toda a hora
Trago comigo

Ai Mouraria
Dos rouxinóis nos beirais
Dos vestidos cor-de-rosa
Dos pregões tradicionais

Ai Mouraria
Das procissões a passar
Da Severa voz saudosa
Da guitarra a soluçar

Ai Mouraria

Ai Mouraria
En la vieja calle de Palma
Donde un día
Dejé atrapada mi alma

Por haber pasado justo a mi lado un fadista
De piel morena, boca pequeña, mirada burlona

Ai Mouraria
La mujer de mi encanto
Que me mentía
Pero a la que tanto adoraba

Amor que el viento
Como un lamento
Se llevó consigo

Pero que aún ahora
A toda hora
Llevo conmigo

Ai Mouraria
De los ruiseñores en los aleros
De los vestidos color rosa
De los pregones tradicionales

Ai Mouraria
De las procesiones que pasan
De la voz melancólica de Severa
De la guitarra que solloza

Escrita por: Amadeu do Vale / F. Valerio