Ai Mouraria
Ai Mouraria
Da velha rua da Palma
Onde eu um dia
Deixei presa a minha alma
Por ter passado mesmo ao meu lado certo fadista
De cor morena, boca pequena, de olhar trocista
Ai Mouraria
Do mulher do meu encanto
E que me mentia
Mas que eu adorava tanto
Amor que o vento
Como um lamento
Levou consigo
Mas que ainda agora
A toda a hora
Trago comigo
Ai Mouraria
Dos rouxinóis nos beirais
Dos vestidos cor-de-rosa
Dos pregões tradicionais
Ai Mouraria
Das procissões a passar
Da Severa voz saudosa
Da guitarra a soluçar
Ai Mouraria
Ai Mouraria
En la vieja calle de Palma
Donde un día
Dejé atrapada mi alma
Por haber pasado justo a mi lado un fadista
De piel morena, boca pequeña, mirada burlona
Ai Mouraria
La mujer de mi encanto
Que me mentía
Pero a la que tanto adoraba
Amor que el viento
Como un lamento
Se llevó consigo
Pero que aún ahora
A toda hora
Llevo conmigo
Ai Mouraria
De los ruiseñores en los aleros
De los vestidos color rosa
De los pregones tradicionales
Ai Mouraria
De las procesiones que pasan
De la voz melancólica de Severa
De la guitarra que solloza
Escrita por: Amadeu do Vale / F. Valerio