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Labios Que Besé

Francisco Petrônio

Lábios Que Beijei

Lábios que beijei, mãos que afaguei
De uma noite de luar assim
O mar, na solidão, bramia
E o vento, a soluçar, dizia
Que fosses sincera para mim

Nada tu ouviste e logo partiste
Para os braços de outro amor
Eu fiquei chorando minha mágoa cantando
Sou a estátua perenal da dor

Passo os dias soluçando com meu pinho
Carpindo a minha dor sozinho
Sem esperanças de vê-la jamais
Deus, tem compaixão deste infeliz
Por que sofrer assim?
Compadecei-vos de meus ais

Tua imagem permanece imaculada
Em minha retina cansada
De chorar por teu amor
Lábios que beijei, mãos que afaguei
Volta, dá lenitivo à minha dor

Nada tu ouviste e logo partiste
Para os braços de outro amor
Eu fiquei chorando
Minha mágoa cantando
Sou a estátua perenal da dor

Labios Que Besé

Labios que besé, manos que acaricié
De una noche de luna así
El mar, en la soledad, bramaba
Y el viento, sollozando, decía
Que fueras sincera conmigo

Nada escuchaste y pronto te fuiste
A los brazos de otro amor
Yo me quedé llorando mi pena cantando
Soy la estatua perenne del dolor

Paso los días sollozando con mi guitarra
Lamentando mi dolor en soledad
Sin esperanzas de verte jamás
Dios, ten compasión de este desdichado
¿Por qué sufrir así?
Compadeceos de mis lamentos

Tu imagen permanece inmaculada
En mi retina cansada
De llorar por tu amor
Labios que besé, manos que acaricié
Vuelve, da alivio a mi dolor

Nada escuchaste y pronto te fuiste
A los brazos de otro amor
Yo me quedé llorando
Mi pena cantando
Soy la estatua perenne del dolor

Escrita por: J. Cascata / Leonel Azevedo